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RED CARPET / MET GALA 2026

Os looks que mais chamaram atenção no Met Gala 2026

Na edição guiada por “Costume Art” e pelo dress code “Fashion is Art”, os melhores momentos foram aqueles em que a roupa deixou de ser só impacto e virou leitura de corpo, material, gesto e referência.

Montagem de looks do Met Gala 2026 selecionados pela Vogue
Vogue / Getty Images

Beyoncé e a anatomia como joia

O look prateado de Beyoncé, criado por Olivier Rousteing, foi um dos gestos mais diretos da noite: um corpo quase esculpido, com leitura anatômica e brilho de armadura. A força estava na precisão. Em vez de apenas vestir o tema, o visual transformou estrutura, ossatura e superfície em ornamento.

Beyoncé em Olivier Rousteing no Met Gala 2026
Beyoncé em Olivier Rousteing no Met Gala 2026 / Vogue / Photo: Getty Images

Rihanna e a arquitetura no vestido

Rihanna apareceu em Maison Margiela com uma construção escultural que conversava com arquitetura medieval. O resultado chamava atenção por volume, presença e uma teatralidade controlada. Era roupa para ser vista em 360 graus, com a silhueta funcionando como monumento.

Rihanna em Maison Margiela no Met Gala 2026
Rihanna em Maison Margiela no Met Gala 2026 / Vogue / Photo: Getty Images

Hailey Bieber e o corpo moldado

Hailey Bieber, de Saint Laurent, apostou em um corpete rígido em tom dourado. O interesse do look estava na ideia de metal precioso sobre pele: menos fantasia literal, mais objeto de galeria. A simplicidade do restante da produção fez a peça central parecer ainda mais potente.

Hailey Bieber em Saint Laurent no Met Gala 2026
Hailey Bieber em Saint Laurent no Met Gala 2026 / Vogue / John Shearer

Sabrina Carpenter e a imagem como cinema

Sabrina Carpenter levou a referência para o campo narrativo, com um vestido Dior coberto por tiras de filme ligadas ao universo de “Sabrina”, de Audrey Hepburn. Funcionou porque juntou arquivo, personagem e cultura pop sem perder o acabamento de couture.

Sabrina Carpenter em Dior no Met Gala 2026
Sabrina Carpenter em Dior no Met Gala 2026 / Vogue / Photo: Getty Images

Hunter Schafer e o quadro em movimento

Hunter Schafer apareceu em Prada com um vestido inspirado em Gustav Klimt, uma escolha que trouxe pintura, textura e retrato para o tapete. O look se destacou por traduzir arte sem virar fantasia escolar: a referência estava no clima, na composição e no brilho controlado.

Hunter Schafer em Prada no Met Gala 2026
Hunter Schafer em Prada no Met Gala 2026 / Vogue / Photo: Getty Images

Colman Domingo e Bad Bunny em cor e atitude

Entre os homens, Colman Domingo e Bad Bunny ajudaram a manter o tapete vivo. Domingo usou Valentino com padronagem colorida de arlequim, criando movimento gráfico. Bad Bunny, por sua vez, envelheceu a própria imagem com próteses, cabelo grisalho e bengala, provando que presença também é styling.

Colman Domingo em Valentino no Met Gala 2026
Colman Domingo em Valentino no Met Gala 2026 / Vogue / Photo: Getty Images
Bad Bunny em Zara no Met Gala 2026
Bad Bunny em Zara no Met Gala 2026 / Vogue / Photo: Getty Images

O que fica da noite

O Met Gala 2026 funcionou melhor quando os looks não tentaram apenas “parecer arte”, mas pensar como arte: propor forma, matéria, ponto de vista e relação com o corpo. Os destaques foram aqueles que encontraram equilíbrio entre conceito e desejo, entre espetáculo e roupa de verdade.

Referências